Praia na China abriga a 'biblioteca mais isolada do mundo'
Apelidada de "a biblioteca mais isolada do
mundo", a moderna construção de concreto e compensado de bambu já atraiu
milhares de visitantes em busca dos 70 lugares disponíveis –para entrar nos
dias mais concorridos, é preciso conseguir uma das 200 senhas distribuídas pelo
WeChat, rede social popular na China.
Para quem está dentro do prédio, é difícil saber
em que prestar atenção: se no livro, na bela construção ou na imensidão do mar
aberto à sua frente. O ponto de partida do projeto foi, justamente, a relação
do indivíduo com o mar, afirma Dong Gong, arquiteto-chefe da biblioteca.
Outro elemento-chave é a mudança da luz natural
dentro do prédio ao longo do dia e, com isso, a percepção sutil da passagem do
tempo. Essa sensação varia nos diferentes ambientes da
biblioteca: na ampla sala de leitura, há bastante luz natural, e no pequeno
espaço para meditação, a luz se limita a uma tira horizontal de 30 cm na
parede. "A memória da pessoa soma essas duas experiências em uma só",
diz o arquiteto.
A biblioteca
oferece 5.000 títulos em chinês –principalmente de filosofia, história e
literatura–, mesas, poltronas de frente para o mar, um café e uma sala separada
para atividades.
A biblioteca, construída ao custo de R$ 1,5
milhão, integra um grande complexo imobiliário nos arredores do distrito de
Beidaihe.
Além do prédio já famoso, o condomínio tem
dezenas de casas construídas e, ainda em fase de construção ou projeto, um
hotel de rede, duas torres de lofts, campo de futebol, escola, museu, uma
igrejinha, um café e um pequeno hotel –estes três últimos também de autoria de
Dong Gong. Ou seja, quem quiser conhecer a "biblioteca mais isolada do
mundo" deve se apressar.
FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/07/1652715-praia-na-china-abriga-a-biblioteca-mais-isolada-do-mundo.shtml